Inexperiência não é doença e tem cura

“Como eles exigem experiência, se não dão uma chance pra gente?” Esta é queixa comum dos desempregados, principalmente, mais jovens. O desafio de conquistar seu espaço costuma ser difícil, demorar demais e o resultado nem sempre é o desejado e sim o possível – mesmo para as pessoas mais experientes.

O empregador contrata para solucionar o seu problema e não o problema do desempregado. Essa é a lógica do mercado de trabalho. Assim, dos inexperientes aos extremamente experientes e qualificados, todos podem oscilar entre serem preferenciais e convenientes ou desinteressantes e inconvenientes. É cruel? A resposta pode ser afirmativa para desempregados e empregadores. Em geral, aos dois lados sobram argumentos razoáveis. Continue lendo “Inexperiência não é doença e tem cura”

Medíocre ou notável

Desaprovamos corrupção, nepotismo, privilégio, mentira, preguiça, violência, inveja, indiferença, ignorância, indisciplina, ganância, calúnia, fofoca e tudo que seja ou pareça negativo segundo o senso comum e, principalmente, contrarie nossas opiniões, valores ou interesses, quando envolvem terceiros sem maiores vínculos conosco, estranhos, divergentes e desafetos. E reagimos com indignação, discriminação, crítica, retaliação, afastamento, rancor etc,  pouco ou nada importando o quanto posturas em “nós e eles”, ou do que se noticia e comenta das partes envolvidas, possuam verdade, legalidade, ética e alguma razoabilidade: indispensáveis para melhor conferir, refletir, transigir e decidir (e nem sempre totalmente ou definitivamente)…

Quando esses comportamentos estão em nós ou em alguém de quem gostamos e concordamos, tendemos a trocar desaprovação por aprovação, tolerância e até negação com tamanha naturalidade que sentimo-nos contrariados com quem discordar ou atrever suspeitar ou descobrir nossa conivente solidariedade e que também somos limitados e falíveis… Continue lendo “Medíocre ou notável”

Velho e velhaco

O velho

Ele tem 56 anos, grisalho, bigodudo, voz forte, grave, bonita, marcante sotaque, muito educado. Só tem a 4ª série do ensino fundamental, mal sabe ler; vocabulário precário e limitado, seus conceitos e comportamento, embora honesto, não o tornam interessante para o mercado de trabalho. É mecânico, aprendeu na prática; algum curso? ” – Nunca pude fazer…” Seu discurso, comum demais:

” – Sou honesto, trabalhador e sei mais do que muito moço que estuda, mas não sabe nem trocar um *bico. Eles não dão chance porque me acham velho, não tenho registro em carteira e estudei pouco. Que culpa eu tenho se precisei trabalhar desde cedo e agora não tenho mais idade pra isso?” Continue lendo “Velho e velhaco”

Emprego e trabalho

Segundo o Dicionário Aurélio, Emprego é cargo, função, ocupação em serviço particular, público, etc.; colocação. Lugar onde se exerce emprego. Trabalho é aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. Atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária a realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento. Tarefa para ser cumprida.

Pessoas perderam ou perderão os seus empregos por terem fugido da obrigação de trabalhar. Se você conhece alguém que tem o privilégio de estar empregado, sem precisar trabalhar, saiba que isso é exceção e exemplo a não seguir. Quem garante que no seu emprego atual ou futuro isso dará certo? Continue lendo “Emprego e trabalho”

Boa aparência: ilegal, imoral ou fundamental?

Durante uma entrevista de emprego ou em qualquer ocasião?

Nem sempre é possível saber com exatidão se alguém está sendo privilegiado ou descartado por causa da sua aparência; e se os critérios são discriminatórios (*) ou justificáveis, ainda que eventualmente  questionáveis. PRECISAMOS ESTAR ATENTOS AOS NOSSOS PRÓPRIOS CRITÉRIOS, posto que, no cotidiano, avaliamos e escolhemos coisas e pessoas também pela aparência. Ou não?

O currículo é seu cartão de visitas e sua aparência… também! Se você tiver a oportunidade de “vender seu peixe” e cometer erros primários, a imagem e até o julgamento que farão de você terá a exata medida do seu desempenho. Claro, você poderá tentar reconstruir sua imagem numa segunda chance. Só que ela nem sempre acontecerá e se acontecer não existirá garantia do resultado. Continue lendo “Boa aparência: ilegal, imoral ou fundamental?”

Relação de vagas não é cardápio

Num restaurante, cardápio em mãos, você pode escolher o que quer comer e beber, bastando querer e poder pagar por isso. Se for mal atendido, deve reclamar com firmeza, mas sem perder a razão e a civilidade; do contrário, será vítima, mas, revelará falta de preparo pessoal: como tal será reconhecido e avaliado.

Relação de vagas de emprego não é cardápio. O empregador ou a agência as divulga e espera ser procurado por candidatos interessados. Em alguma etapa do processo seletivo o candidato poderá ser descartado, o que nem sempre significa que ele seja desqualificado ou a vaga ruim. Continue lendo “Relação de vagas não é cardápio”

Prosa

Durante processos seletivos, incontáveis candidatos aos postos de trabalho pedem orientações que os ajudem a melhorar ou gostariam de conversar demoradamente, até sobre outros assuntos. Meu modo de ser facilita a que muita gente assim faça ou queira fazer.

Simpatizante de uma boa prosa, avanço além duma tratativa curta, seca e fria. Que a prosa distraia, divirta e resulte em partilha de aprendizado, seja o interlocutor mais ou menos culto, instruído e preparado que eu: não tenho preconceitos para com os mais simples e necessitados de uma palavra, dica, motivação sincera, ou, no mínimo, um silêncio atencioso. Enquanto ensino e ajudo, aprendo e sou ajudado. Continue lendo “Prosa”

Experiência anterior, comprovada e registrada

Toda vez que preciso elaborar e divulgar relação com vagas de trabalho cujo preenchimento está sob meus préstimos profissionais, atento para não acrescentar aos possíveis erros o de dizer e escrever “experiência anterior.”
Apesar de comum, é deslize cuja eliminação deve ser gradativamente almejada, trabalhada e alcançada. Assim como, por exemplo, “descer para baixo”, “sair para fora” e várias outras que, ao menor descuido, podem vitimar pessoas com conteúdo marcante e capazes de comunicar com qualidade.

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Cuidado com o engodo do diploma

Jornais, cartazes, rádios, televisões, outdoors e panfletos cada vez mais divulgam curso para tudo quanto é coisa. Insistem na importância da qualificação e até garantem emprego aos melhores alunos, o que pode ser verdade, mas, cada vez mais consiste em proposital exagero da propaganda, para suscitar maior interesse. Sempre separar joio do trigo: existem cursos e cursos. O que todos os cursos podem garantir é o lucro do dono do curso: financeiro ou político (não apenas partidário). O que todos os cursos podem garantir é o acréscimo de conhecimento, mesmo os cursos mais fracos, dependendo do empenho de cada aluno. Nenhum curso é milagreiro: se o aluno não se interessar e esforçar, desistirá ou obterá o diploma e será apenas mais um formando. Continue lendo “Cuidado com o engodo do diploma”