“Graças a Deus!”

Meu pai desde jovem não era dado a dizer palavrões e quanto mais avançava em idade mais esta característica se acentuava. Desde jovem era dado a orações e conforme a idade avançava mais orações fazia.

Dentre as sequelas do seu primeiro AVC, então com pouco menos de 60 anos, destacava-se a perda da memória curta ou imediata, somada com sua ingenuidade, aceitação da brevidade e da beleza da vida com um bom humor irretocável, transformando-o num homem ainda mais amável e respeitável, além de folclórico e caricato. Outra “sequela” passou a ser uma expressão chula, grosseira, anteriormente inexistente ou rara e acidental no seu vocabulário, repetida dúzias de vezes ao dia, todos os dias, mesmo nas ocasiões mais inadequadas e propícias a grandes constrangimentos que ele jamais percebia ou dava de ombros. Continue lendo ““Graças a Deus!””

“Alguns por todos”

“Se tu não lutas, tem ao menos a decência de respeitar aqueles que o fazem!” José Martí

Associativismo pode ser definido como: alguns por todos!

Ou seja: alguns empresários emprestam seu tempo, seu trabalho, sua preocupação, suas ideias e até um pouco do seu dinheiro para a manutenção de uma instituição representativa e ativa em favor deles próprios e de todos os que ainda não a conhecem ou não se interessam em participar ou colaborar. Os propósitos da AECAJ –Associação Empresarial do Cajuru e região – estão resumidos no seu estatuto.

Ainda tento aprender: Continue lendo ““Alguns por todos””

Sejamos todos paranistas

Todos os coxas brancas e rubro negros deveriam ser paranistas. Os paranistas deveriam sê-lo duplamente, ou, primeiro, paranaístas (*), mas, antes e acima de tudo, paranistas. Também os torcedores do Londrina, Rio Branco, Maringá, Operário e todos os outros clubes do interior deveriam ser, prioritariamente, paranistas. Os dirigentes dos clubes, a crônica esportiva ou não, deveriam ser, intensa e inteligentemente, paranistas. Continue lendo “Sejamos todos paranistas”

Fazer de conta ou fazer de verdade

Jovens foram parar na delegacia de polícia, flagrados tentando fraudar o vestibular de medicina numa faculdade particular. Se aprovados, suas famílias pagariam quatro mil reais de mensalidade. Sendo todos de outros estados, haveria a despesa com moradia, transporte e tudo o mais que somente a mensalidade não pagaria. Se não tivessem sido flagrados, alguns ou todos viriam a fazer o belíssimo e indispensável juramento de Hipócrates, numa bem produzida série de eventos alusivos à formatura, mas, teriam começado como hipócritas. Continue lendo “Fazer de conta ou fazer de verdade”

Preceito

Preceito é uma regra de conduta moral. É uma prescrição a seguir. Norma, mandamento. Não por acaso, se poderia falar de preceito no âmbito do judiciário e da religião. Preceito é algo positivo, saudável, recomendável; duplamente legal: porque sob a égide da Lei – que incide sobre todos os cidadãos – e de uma doutrina, com a aceitação dos seus adeptos.

Entre velados e escancarados, nem todos aceitam seguir preceitos aos quais deveriam se submeter enquanto cidadãos e ou adeptos de um determinado grupo. Continue lendo “Preceito”

Olá, família Oliveira

Pelo ano litúrgico, neste domingo de ramos se completou um ano da passagem do meu pai. Pelo ano civil, neste dia 29 de março.

Compartilhar notícias sobre a tentativa de recuperação dele deu origem a este grupo no WhatsApp com membros de diversas famílias que constituem a grande família a partir de João Paulino de Oliveira e Cecília Maria da Conceição Oliveira. Dizemos família Oliveira e sabemos ser formada por dezenas de sobrenomes… Continue lendo “Olá, família Oliveira”

Nem tão Futurista, nem tão teco teco

Na minha infância, em família, aprendi que ao avião pequeno, antigo e, principalmente, frágil, mal cuidado e superado, chamava-se teco teco. Por outro lado, ao mencionar avião moderno, antes e hoje, imagino que palavras corram risco de serem coadjuvantes das manifestações de admiração ante sua imagem e performance: o conforto, o vôo, as decolagens e pousos. Com ambos se pode chegar ao destino ou ‘cair’ mas as diferenças entre eles são colossais. Não entendo de aviões e apesar do brasileiro Santos Dumont ter se suicidado de desgosto por ver sua invenção utilizada na guerra, a qualquer pessoa é dado saber que essas máquinas maravilhosas só saem do chão e se constituem em êxito comercial, primeiro, após anos de rigorosos estudos, projetos, testes etc, num processo de permanente evolução, que jamais acaba; segundo, se e enquanto alcançarem o interesse e respeito do seu público: clientes. Salvo exceções, em todas as atividades o êxito se alcança sob maior esforço e dificuldade, e, inevitavelmente, convivendo. Continue lendo “Nem tão Futurista, nem tão teco teco”

O antipático

Desde os dezenove anos de idade faço serviços voluntários ininterruptamente. São trinta anos. Comecei atendendo solitários, depressivos e suicidas, depois, enfermos, idosos e abandonados; neste contexto, também tenho sido formador de outros que virão a fazer os mesmos serviços ou que já fazem e buscam se aprimorar. Continue lendo “O antipático”

Eles

Quem são ‘eles’? São pessoas ou instituições das quais falamos, geralmente, em tom crítico, nem sempre com tanta ou toda a razão que cremos ter: qualquer um que, num dado momento, seja considerado merecedor da nossa insatisfação, discordância, reivindicação, revolta, fofoca, maledicência e intriga. Às vezes, ‘eles’ são os destinatários dos nossos comentários elogiosos. Continue lendo “Eles”