Patéticos e encantadores

A opinião nossa de cada dia e assunto

“Freud disse, cem anos atrás, que não existe observador neutro, totalmente imparcial. Os filósofos de botequim e a ciência moderna falam o mesmo.

Somos todos tendenciosos. Galvão Bueno, mais que os outros. Costumamos pensar, analisar e agir de acordo com nossos pré-conceitos, preferências e conhecimentos, às vezes, sem perceber. O jornalista esportivo, diante das incertezas do futebol, corre atrás de fatos e explicações que justifiquem e aprovem suas opiniões. Torce por suas ideias. “Não falei”, costuma dizer o orgulhoso comentarista de televisão, durante as partidas. Quando os fatos contrariam suas opiniões, diz que o futebol é uma caixinha de surpresas.” Da Coluna do Tostão, de 12-06-13, Dilema shakespeariano.

Às vezes, somos; às vezes, parecemos ser!

Em todos os demais assuntos agimos conforme ponderou Tostão. Ora mais, ora menos, uns mais, outros menos, percebendo ou não, admitindo ou não, entre muita a nenhuma razoabilidade. Continue lendo “Patéticos e encantadores”

Prefeito e vereador servem para que?

Para quase todas as pessoas, inclusive dentre as mais formadas e informadas: não servem para nada além de ganhar muito dinheiro, honestamente e não, para fazer quase nada pelo povo e muito por eles, seus parentes, amigos e financiadores. Fazem da política a sua carreira profissional e negócio de família, passando de geração em geração. “Trabalham” uns seis meses antes da própria reeleição e descansam 3,5 anos; sempre muito bem pagos pelo dinheiro público. Não esquecer que senadores têm mandato de 8 anos. Isto quando não se candidatam, tendo outro mandato em vigência: se não se elegerem, continuam com o primeiro. Continue lendo “Prefeito e vereador servem para que?”

E por falar em servir ou se servir da comunidade: logo, estará aberta a temporada de caça ao seu voto!

Você pode não saber ou concordar que política é tão ampla que todos somos políticos, que é tão maravilhosa quanto inseparável e necessária à nossa natureza humana. Lembre de alguém a quem você respeita pela honestidade, bondade, solidariedade, fraternidade, coerência, abnegação e dedicação ao próximo, habitualmente capaz de contribuir com a evolução e o bem estar da coletividade. Se essa pessoa for mesmo assim: ela é uma verdadeiramente grande politica! Continue lendo “E por falar em servir ou se servir da comunidade: logo, estará aberta a temporada de caça ao seu voto!”

A enfermidade das visitas, sorrisos e promessas três a seis meses antes do outubro com eleições!

De uns meses para cá e cada vez mais os vereadores que se elegeram garantindo que são desta região têm aparecido ou se fazem representar até em reuniões comunitárias nas quais não tiveram tempo de comparecer durante os três anos e meio anteriores. Que bom que agora podem aparecer, né?

Como suas agendas surpreendentemente agora lhes permitem, até seus humores melhoram: sorriem mais, cumprimentam mais, tiram fotos, fazem selfies, se colocam a disposição para tudo e homenageiam centenas de eleitores. Fico até preocupado, pois, como ficam tão bonzinhos e não sabem dizer não, aceitam tudo quanto é pedido, prometem tudo quanto é coisa, só para não terem de dizer não e explicar que quase tudo que lhes é pedido e que prometem não tem nada a ver com as atribuições de vereador… Continue lendo “A enfermidade das visitas, sorrisos e promessas três a seis meses antes do outubro com eleições!”

Muito mais que apenas Aécio ou Dilma, PSDB ou PT

Amigos e colegas questionaram por que somente postei artigos de terceiros a tratar da eleição a se encerrar nos próximos minutos. Primeiro, sou apenas um cidadão comum, especialista em coisa alguma; então, sugiro artigos de gente preparada para ponderar com propriedade maior (ainda que minha concordância nem sempre seja plena com o todo que sugeri e que eu desconheça se o articulista é convergente com o que escreve). Segundo, poucos me agraciam com alguma “curtida”, já que só escrevo ou sugiro assuntos ou abordagens que deveriam interessar a muitos (não esperando concordância e sim diálogo, debate etc) e a poucos interessa, infelizmente – este texto resultou longo e pouca gente vai ler. Terceiro, meu tempo é escasso para desperdiçá-lo com o que vige nas redes sociais acerca do assunto destaque dos últimos meses e que a partir desta noite em diante rapidamente cairá no esquecimento das pessoas – quase todas; uma lástima (a não ser que os artifícios vigentes sejam descobertos antes do que ora estimo).

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Inevitável e indispensável II

O Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas continuarão sendo habitat de lobos e raposas. Mesmos discursos, fantasiosas embalagens, conteúdos medíocres e hipócritas, conforme orientações do Manual do Candidato às Eleições, tais como:

“Você deve constituir amizades de todos os tipos: nomes ilustres, os quais conferem prestígio ao candidato; magistrados, para garantir a proteção da lei. (…) Isso requer conhecer as pessoas de nome, usar de certa bajulação.” Continue lendo “Inevitável e indispensável II”

Inevitável e indispensável

Prezado político, com sua licença, vou brincar de profeta – mas o assunto é sério. Consulte no dicionário as definições – ou definição plena – de política e descubra que todo ser humano faz política. Por isso, ao iniciar dizendo prezado político, dirijo-me também a você. Outubro está aí e as eleições não nos reservarão muitas surpresas, se é que alguma significativa haverá.

Nem todos que estiveram, estão ou estarão, se eleitos ou reeleitos, são preguiçosos, ineptos e corruptos. Mas, como a lombriga que parasita o nosso organismo, debilitando-o, furtando-o e vivendo com regalo às nossas custas, o mal e mau político – com mandato, indicado ou comissionado – faz um estrago enorme e só será útil quando retirado de cena. Vivemos a eleger gente que parecia a vitamina de que precisávamos e revelou-se nada mais que outra lombriga. Continue lendo “Inevitável e indispensável”

O ‘equivocário’ popular e a política

Entendidos dizem que a mentira é base da política. Da política de partido ou de vida?

Conheci dúzias de criaturas famosas, endinheiradas e poderosas que foram ou são chamadas de excelências, embora não passem de excrescências. As criaturas que transitam ao redor dos eleitos ou pretendentes costumam ser farinha suja do mesmo saco. Eleitos e reeleitos nas últimas eleições, repetitivos e enganosos, depois, mudaram de vinho para a água, ou, dizendo de outro modo, pararam de fazer de conta, num recesso que só será substituído por outra encenação na próxima campanha eleitoral da qual participarão como candidatos; ou, como vassalos e pelegos de outrem. Tudo tão previsível quanto o sal na água do mar. Não por acaso este país ainda não é nação e não desenvolve a contento, não cresce, cresce pouco ou decresce: vítima de governantes e legisladores medíocres, preguiçosos ou desonestos. E não somente deles… Continue lendo “O ‘equivocário’ popular e a política”