Não é só o papel que aceita tudo!

Num dos grupos de WhatsApp dos quais participo postaram uma das mais compartilhadas falácias das redes sociais, aquela que afirma que na câmara dos deputados acabaram com o 13º salário, seguida da relação com os nomes dos infames que teriam suprimido este direito trabalhista. Quem postou pediu que eu falasse algo no grupo e aqui. Com a licença dos que estão além da capacidade de alcance dessas falácias, atendo ao pedido da amiga.

Redes sociais (e todo lugar) são infestadas de mentiras e ignorâncias sobre religião, política partidária, governos e muita gente de boa fé aceita e divulga.  Estou entre os que se aprofundam a estudar, acompanhar e participar com propriedade e ética destes e outros assuntos instigantes e polêmicos: é desgastante, embora gratificante, e a gente nunca aprende tudo e jamais acerta todas. Não tenho direito de pedir que todos façam o mesmo, mas, peço, com todo respeito, usar o bom senso. Se, por exemplo, na rede social algo chama a atenção: antes de acreditar, curtir, comentar e compartilhar, confira se está nos portais dos jornais e revistas estabelecidos e instituições oficiais; não será necessariamente tudo tão fundamentado, imparcial, isento ou da sua concordância ou entendimento, porém, ao menos, terá alguma verdade e base para questionar.

Redes sociais são utilíssimas, desde que se vá aprendendo a filtrar seu conteúdo: tem coisa boa e podemos contribuir e desfrutar; e tem muita porcaria que devemos ignorar (inclusive, blogs e portais de jornais de pelegos pagos por politiqueiros partidários e religiosos financiados pelo dinheiro do contribuinte ou do dizimista). Refletem comportamentos comuns nas atividades que citei e nas outras…

A respeito da pergunta que me foi feita – “amigo JC, é verdade ou mentira o que foi passado sobre o décimo terceiro?” – basta dizer, por exemplo, que o infame Severino Cavalcante sequer deputado é e Ricardo Fiúza já é falecido (em 2005…).

Se não surgir novidade improvável, o décimo terceiro salário permanecerá firme. O que não tem sido firme – em alguns lugares – é a certeza da existência do dinheiro para pagar…

José Carlos de Oliveira

Publicado originalmente em 14 de julho de 2016

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