Morno a quente

Há alguns anos, ao final de palestra que não lembro onde, o que e para quem, ao encerrá-la, tive vontade de compartilhar uma reflexão que nunca contara a ninguém e que me aplicava – e aplico e me inquieto – cada vez que sinto estar entre ‘morno’ a ‘frio’. Tem conotação religiosa, porém, basta ao leitor, crente ou não em que há algo além da vida terrena, adaptar e refletir se, ainda que possua os predicados que seu currículo, discursos e certificados indicam, não haveria algo mais a descobrir, desenvolver, oferecer, aplicar etc… Continue lendo “Morno a quente”

Relação de vagas não é cardápio

Num restaurante, cardápio em mãos, você pode escolher o que quer comer e beber, bastando querer e poder pagar por isso. Se for mal atendido, deve reclamar com firmeza, mas sem perder a razão e a civilidade; do contrário, será vítima, mas, revelará falta de preparo pessoal: como tal será reconhecido e avaliado.

Relação de vagas de emprego não é cardápio. O empregador ou a agência as divulga e espera ser procurado por candidatos interessados. Em alguma etapa do processo seletivo o candidato poderá ser descartado, o que nem sempre significa que ele seja desqualificado ou a vaga ruim. Continue lendo “Relação de vagas não é cardápio”

Prosa

Durante processos seletivos, incontáveis candidatos aos postos de trabalho pedem orientações que os ajudem a melhorar ou gostariam de conversar demoradamente, até sobre outros assuntos. Meu modo de ser facilita a que muita gente assim faça ou queira fazer.

Simpatizante de uma boa prosa, avanço além duma tratativa curta, seca e fria. Que a prosa distraia, divirta e resulte em partilha de aprendizado, seja o interlocutor mais ou menos culto, instruído e preparado que eu: não tenho preconceitos para com os mais simples e necessitados de uma palavra, dica, motivação sincera, ou, no mínimo, um silêncio atencioso. Enquanto ensino e ajudo, aprendo e sou ajudado. Continue lendo “Prosa”

Fé e cidadania

“É bom não fazer o mal, mas é mal não fazer o bem” (frase de São Alberto Hurtado SJ), lembrando o convite de São Paulo a não entristecermos o Espírito Santo, com o qual fomos marcados por Deus no dia de nosso Batismo.

“Mas eu me pergunto: como se entristece o Espírito Santo? Todos nós o recebemos no Batismo e na Crisma, portanto, para não entristecer o Espírito Santo, é necessário viver de uma maneira coerente com as promessas do Batismo, renovadas na Crisma. De maneira coerente, não com hipocrisia… O cristão não pode ser hipócrita: ele deve viver de maneira coerente. As promessas do Batismo têm dois aspectos: renúncia do mal e adesão ao bem”. Continue lendo “Fé e cidadania”

Experiência anterior, comprovada e registrada

Toda vez que preciso elaborar e divulgar relação com vagas de trabalho cujo preenchimento está sob meus préstimos profissionais, atento para não acrescentar aos possíveis erros a redundância de exigir “experiência anterior.”

Apesar de comum, é redundância cuja eliminação deve ser gradativamente almejada, trabalhada e alcançada. Assim como, por exemplo, “descer para baixo”, “sair para fora” e várias outras que, ao menor descuido, podem vitimar pessoas com conteúdo marcante e capazes de comunicar com qualidade. Continue lendo “Experiência anterior, comprovada e registrada”

Cuidado com o engodo do diploma

Jornais, cartazes, rádios, televisões, outdoors e panfletos cada vez mais divulgam curso para tudo quanto é coisa. Insistem na importância da qualificação e até garantem emprego aos melhores alunos, o que pode ser verdade, mas, cada vez mais consiste em proposital exagero da propaganda, para suscitar maior interesse. Sempre separar joio do trigo: existem cursos e cursos. O que todos os cursos podem garantir é o lucro do dono do curso: financeiro ou político (não apenas partidário). O que todos os cursos podem garantir é o acréscimo de conhecimento, mesmo os cursos mais fracos, dependendo do empenho de cada aluno. Nenhum curso é milagreiro: se o aluno não se interessar e esforçar, desistirá ou obterá o diploma e será apenas mais um formando. Continue lendo “Cuidado com o engodo do diploma”

“Alguns por todos”

“Se tu não lutas, tem ao menos a decência de respeitar aqueles que o fazem!” José Martí

Associativismo pode ser definido como: alguns por todos!

Ou seja: alguns empresários emprestam seu tempo, seu trabalho, sua preocupação, suas ideias e até um pouco do seu dinheiro para a manutenção de uma instituição representativa e ativa em favor deles próprios e de todos os que ainda não a conhecem ou não se interessam em participar ou colaborar. Os propósitos da AECAJ –Associação Empresarial do Cajuru e região – estão resumidos no seu estatuto.

Ainda tento aprender: Continue lendo ““Alguns por todos””

Prefeito e vereador servem para que?

Para quase todas as pessoas, inclusive dentre as mais formadas e informadas: não servem para nada além de ganhar muito dinheiro, honestamente e não, para fazer quase nada pelo povo e muito por eles, seus parentes, amigos e financiadores. Fazem da política a sua carreira profissional e negócio de família, passando de geração em geração. “Trabalham” uns seis meses antes da própria reeleição e descansam 3,5 anos; sempre muito bem pagos pelo dinheiro público. Não esquecer que senadores têm mandato de 8 anos. Isto quando não se candidatam, tendo outro mandato em vigência: se não se elegerem, continuam com o primeiro. Continue lendo “Prefeito e vereador servem para que?”

Você é católico?

A qualquer hora, temos certeza de estarmos mais certos que os outros, por mais errados que estejamos, por menos que saibamos: raramente admitimos isso, tampouco à frente de quem criticamos; porém, geralmente, é o que pensamos, por causa de sentimentos e ações resultantes de rancor, soberba, intolerância, ciúme, obtusidade, inveja… Ora conscientes, ora não. É da natureza humana. O problema decorre do abuso. Continue lendo “Você é católico?”